
É uma crença pré-histórica. A Vênus de Willendorf (à esquerda) foi esculpida entre 24.000 e 22.000 A.C., no período paleolítico. Observe o destaque dado às mamas, ao abdome e à vulva, como símbolos da fertilidade feminina. A idéia de que as mulheres mais gordinhas eram mais férteis permaneceu muito tempo como válida. Pensava-se que a mulher mais gorda teria melhor condições de nutrir o feto, além disso não faltaria leite para o bebê. A associação do corpo feminino à fertilidade se demonstra também na arte renascentista: É comum a predominância da mulher representada com quadris largos, uma referência a idéia predominante de que mulheres com essas características têm mais facilidade para parir.
Se pensarmos que sem os avanços da medicina obstétrica, como a cirurgia cesariana, por exemplo, muitos bebês e mães morriam no parto, a preferência por mulheres que poderiam dar a luz com mais facilidade faz sentido.

Retrato de Mulher Nua, de Rafael Sanzio (1518-1520).
A modelo conhecida como La Fornarina, representa o padrão de beleza preferido pelo homem renascentista italiano.

Rembrandt – Bathsheba at her bath, 1654, óleo sobre tela.
O pintor holandês também faz a representação feminina com gordurinhas e quadris largos.

As três graças. O que antes era beleza hoje é celulite e gorduras localizadas!
Por sua condição de deusas da beleza, eram associadas com Afrodite, deusa do amor. Também se identificavam com as primitivas musas, em virtude de sua predileção pelas danças corais e pela música. Nas primeiras representações plásticas, as Graças apareciam vestidas; mais tarde, contudo, foram representadas como jovens desnudas, de mãos dadas; duas das Graças olham numa direção e a terceira, na direção oposta.
Esse modelo, do qual se conserva um grupo escultórico da época helenística, foi o que se transferiu ao Renascimento e originou quadros célebres como "A primavera", de Botticelli, e "As três Graças", de Rubens.